domingo, 8 de maio de 2011

Te amei
Nos outonos ao cair das folhas
Te amei
Na primavera das flores

Te amei
Na escuridão do léu
Te amei
No arco íris pintando o céu

Te amei
Nas épocas de guerra e tirania
Te amei
Na paz que encontrei por alguns dias

Te amei
Enquanto suspirava vaidades
Te amei
Quando conheceu a simplicidade

Te amei
Quando me mantinha segredos
Te amei
Quando soube me confiar teus medos

Te amei
No choro mimado da tarde
Te amei
No sorriso inocente de arte

Te amei
No deserto e solidão
Te amei
Em companhia e multidão

Te amei
Nos dias de adolescência
Te amei
Gente grande, em experiência



sábado, 22 de janeiro de 2011

Nasci nas festas
Nos dias de carnavais
Na sedução do corpo
No embalo do povo
Aos ritmos do samba
E do choro

O Maxixe
O Lundu
E a Batucada
Alegram Botafogo
E as belas moças
Da Baixada

Nasci em fevereiro
Na alegria do Salgueiro
Com emoção de brasileiro
Ostentando nosso balacobaco
Ao estrangeiro


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O inacabado (acabado)
É feito balão:
Caí, suavemente,
Sem graça no chão.

E o sentimento, antes,
Duvidoso de paixão,
Surpreende a todos
Em sua explosão.


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Não há nada que possa arrancar todas as virtudes de um homem, do que o simples gosto pelo deslumbramento.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Amor, empada e birita
Eu sou tão calmo mas as vezes algo me irrita
Você decide ou sai de cima
E para de querer que eu jogue esse jogo
De amor, empada e birita

Acho que aquele tapa na cara me fez acordar
Que há algo melhor na vida
Doque amor, empada e birita
Eu já disse, você vai ou melhor se prontifica
Pois me cansei disso todo dia

É, baby, os tempos mudaram
O crédito é caro, e o amor já tão alto
Amor, empada e birita eu gosto, não vou mentir
Mas sempre, já não posso admitir
Amigo, seria ignorância minha ou
apenas ceticismo demais?
Desculpe,
Não consigo ver arte no Dadaísmo
Nos projetos do Futurismo
Nem em outro "ismo" qualquer...
Talvez no Erotismo
Mas isso pra mim não é arte
É vício...

Só preciso do infinito
Da radioatividade
Dos raios solares
Do complexo do universo
Do campo da irrealidade

Elementos do planotismo
Sem o real do psiquismo
Onde o amor
Está acompanhado do ironismo

Só preciso da fé pagã
Estar em luta com algum Titã
Brilhar mais que Aldebarã
Renegar meu antigo Clã

Quero ser conhecedor da química
Provar ser contraversas as teorias da física
Inventar novas formúlas e números
Ser portador de um novo dilúvio

Só preciso administrar cada planeta
Ter meu nome em algum cometa
Matar androides com tiros de escopeta
Transformar o mundo a minha maneira

Adiante guerra entre os pólos
Platão e sua caverna serão esquecidos
Cézar beijará meus pés arrependido
Serei mais belo que Narciso

Só preciso ser o mestre da Alquímia
Ter Morpheu nos sonhos como companhia
Pelo partido esquerdista fazer uma rebelia
E, esquecer que não sou ninguém
Pelo menos por um dia