Meus dedos, duros como de um escravo
Lapidam, depois de buscar em mim palavras
Elas surgem, carregadas de concreto
Por consequencia de que meus olhos viram
As palavras chegam, pesadas
Sem mais a sensação anterior:
Amor
Não, é algo duro, seco, vermelho:
Inferno
Penso eu, por tudo
Não existe no mundo
Pior sentimento que
A desesperança
Mas entenda, a vida era seca
Seca no chão de barro empoerado
Seca nos galhos podres acizentados
Seca com ossos a cada légua do sertão
Suas falas mal saiam
Lagrimas não tinham
Eram expressões apáticas
Secas, secas, secas...
O sol que nos aquece
Lá a tudo apodrece
Seus corações batiam
Secos, secos, secos...
sábado, 4 de setembro de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
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