sábado, 4 de setembro de 2010

Meus dedos, duros como de um escravo
Lapidam, depois de buscar em mim palavras
Elas surgem, carregadas de concreto
Por consequencia de que meus olhos viram

As palavras chegam, pesadas
Sem mais a sensação anterior:
Amor
Não, é algo duro, seco, vermelho:
Inferno

Penso eu, por tudo
Não existe no mundo
Pior sentimento que
A desesperança

Mas entenda, a vida era seca
Seca no chão de barro empoerado
Seca nos galhos podres acizentados
Seca com ossos a cada légua do sertão

Suas falas mal saiam
Lagrimas não tinham
Eram expressões apáticas
Secas, secas, secas...

O sol que nos aquece
Lá a tudo apodrece
Seus corações batiam
Secos, secos, secos...
O adulto, o verdadeiro homem crescido já não sente mais pelo EU. Pois muito, sente a um todo, por todos.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Pois aquele
Como dizia Brecht
Que ainda ri
É porque não conhece a verdade
Ou, Sabes muito bem
Mentir pra si.

domingo, 27 de junho de 2010

O meu coração Bate Bate
Coitado, não entende
O quão debalde...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Sou louco
Penso pouco
Só sexo
Sexo
Tá doido...

Sou indecifrável
Bicha
Machucado
Homem
Mulher
Criança
Viado*
Dentro de mim tudo é profundo
Mas se afundam...e eu continuo
Ouvindo, rindo e acreditando
Pelo tempo livre, em tudo

Por isso haver-se-há
Muitos tipo de BOBOS
Porém nada se compara
Naquele que leva a sério tudo o que ouve
Minhas ideias
O tempo as julgou
Minha certeza
Um dia se desconfigurou.